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sábado, dezembro 16, 2006
domingo, outubro 22, 2006
domingo, outubro 08, 2006
DUAS GRANDES CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS (uma delas, made in Portugal)
Clique nos links:
1. Produzida em Portugal mas, infelizmente ainda não passou no nosso país!
http://www.ad-awards.com/commercials/directory/categories/non-profit/alzheimers/commercials-6-218.html
2. E também mais esta (não é nacional) mas, também sem dúvida elucidativa sobre o mundo, feito à semelhança daqueles que de alguma maneira possuem determinadas limitações e handicaps físicos desfavoráveis:
http://w9.mail.sapo.pt/services/go.php?url=http%3A%2F%2Fwww.ad-awards.com%2Finc%2Fvideo.swf%3Fid%3D104
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sábado, setembro 30, 2006
DIA 1 DE OUTUBRO - DIA MUNDIAL DO IDOSO
Por oposição ao ‘baby-boom’ dos anos 50/60, fala-se agora do ‘papy-boom’ (’papy’ de avô).
Uma explosão demográfica, que se deve ao melhoramento das condições de sobrevida, e obriga a uma mudança de mentalidades...
Podemos então fazer uma pergunta:
Se eles se mantêm activos na sociedade e na família, porque não debaixo dos lençóis?
Será o Sexo na terceira idade: TABÚ?
Desde sempre que o sexo e segredo viajaram de mãos dadas. Preconceitos e tabus abundam quando a sexualidade é tema. Sobretudo quando os seus protagonistas já passaram a barreira dos 60/70 anos.
Dos idosos, pensa-se que são assexuados, que neles já não nasce o desejo sexual. Eles próprios, foram educados em ambientes repressivos, vivem a sua vida sexual com culpa.
Mas afinal o sexo na terceira idade é ou não possível, é ou não gratificante? Podem ou não os idosos ter uma vida sexual activa? A resposta é sim, claro que sim!
Dobrámos há seis anos a fronteira do século, mas em matéria de tabus o tempo passa mais devagar do que no calendário. As sociedades ocidentais modernizam-se, renderam-se à informática e à Internet, homens e mulheres adaptam-se aos novos instrumentos de trabalho. Mas as mentalidades continuam a resistir à mudança e a alimentar os velhos mitos.
Um desses mitos é o de que não há sexo na terceira idade. Nada mais errado! No entanto é um preconceito generalizado, a tal modo que os próprios protagonistas do envelhecimento vão acreditando nele, pondo de parte desejos e prazeres quando acaba o fito da reprodução. Porque afinal, muita gente ainda atribui ao sexo a mera função reprodutora.
Então é preciso desmistificar esta realidade. É certo que com o envelhecimento se produzem transformações fisiológicas no homem e na mulher, mas não são inibidoras da actividade sexual. Com a idade, o sexo, tal como outras actividades, vai apenas ficando menos necessário. A sofreguidão dos jovens dá lugar à acalmia da maturidade.
Os idosos não perdem o apetite sexual. Simplesmente, já não têm pressa. Podemos dizer que, enquanto os mais novos obtêm maior gratificação na quantidade, com os mais velhos reina a qualidade. É claro que a frequência das relações sexuais diminui, mas o grau de satisfação pode ser o mesmo. Afinal, também aqui a experiência conta.
Pode-se até perder alguma da capacidade "técnica" (deixem-me chamar-lhe assim!), mas não diminui o prazer que o idoso sente quando o seu corpo está em contacto com outro. Até porque – e isto vale para todas as idades – (como já podemos ouvir) a sexualidade de uma pessoa não se esgota no acto sexual em si.
Existem alguns aspectos que potenciam estes preconceitos da sexualidade e do sexo no idoso:
O peso da educação:
A vivência da sexualidade na terceira idade nada mais é do que a continuação de um processo iniciado na infância. São as alegrias, culpas, vergonhas e repressões de cada um, associadas às modificações fisiológicas e anatómicas que a idade impõe, que determinam o comportamento sexual do idoso.É um facto que a geração actual de idosos é fruto de uma educação ainda muito repressiva. Os pais tinham como orientação sexual conceitos muito repressores, agora considerados retrógrados, segundo os quais o sexo era sujo e pecaminoso, para ser praticado na escuridão com o intuito de dele nascerem filhos.
Mas a educação não é o único fardo que os idosos suportam. Também o ambiente social é, regra geral, repressor. Só o corpo não respeita estas normas, continuando a manifestar-se quando a idade avança. Só que, divididos entre os preconceitos sociais e os impulsos, muitos idosos acabam por viver a sua sexualidade com muita culpa.
Para toda a vida:
A função sexual acompanha o homem toda a sua vida. E é naturalmente condicionada pela cultura, pelos valores, pelos estereótipos de masculinidade e feminilidade, bem como por aspectos psicológicos e emocionais.
Um adulto jovem utiliza o seu relacionamento sexual como um importante meio de expansão emocional, de acordo com os seus valores culturais. A sexualidade acaba por ser um instrumento de poder, mesmo de afirmação social. Mas com o nascer dos filhos, a sexualidade ganha novos contornos com a associação ao papel de pai e mãe.
É então que, criados os filhos, surgem os primeiros problemas. Sobretudo para as mulheres, assaltadas por vezes com dúvidas sobre o seu novo papel. Quando termina a idade reprodutora, é fácil multiplicarem-se os sentimentos de desvalorização pessoal, traduzidos em repúdio pelo corpo e repúdio pelo companheiro.
Com as alterações hormonais, a mulher não perde a capacidade de sentir desejo nem a capacidade orgásmica, mas é frequente sentir-se menos atraente, incapaz de despertar desejo no companheiro.
Mas há mulheres para quem a nova etapa da vida é sinónimo de liberdade, de poder assumir a sua sexualidade sem o risco de uma gravidez, sem a pressão do tempo que era exigido pela educação dos filhos, muitas vezes sem a pressão da realização profissional. Mais, depois da menopausa, muitos autores defendem que, em geral, a mulher se liberta de inibições que possam ter atrapalhado a sua vida sexual anterior.
Como sempre, os homens não têm os mesmos problemas. A idade não diminui irremediavelmente a fertilidade, sendo bem conhecidos casos de homens que foram pais muito tardiamente, depois dos 70 anos. A crise não surge então associada à fertilidade, mas sim e sobretudo – à potência sexual.
O corpo muda, é um facto. O tempo deixa marcas menos visíveis do que as rugas, marcas que se notam apenas na intimidade. O vigor sexual já não é o mesmo, a resistência também não. O homem pode então apresentar sintomas de impotência, que se podem dever a dificuldades circulatórias ou à diminuição da sensibilidade na região do pénis. Mas na maioria das vezes a impotência na terceira idade surge associada a factores emocionais.
Questões orgânicas à parte, o sentir-se velho pode em si ser causa de impotência. Quando o homem parte para uma relação sexual com ansiedade, angústia, está a condená-la ao fracasso, com a consequente infelicidade e baixa de auto-estima. Podendo comparar-se a:
“Uma fogueira sem chamas mas que ainda queima”!
E muitas vezes os quadros de ansiedade que acompanham a tentativa de desempenho sexual na terceira idade devem-se a preconceitos, a vergonhas que foram incutidas pela educação, à ideia – errada – de que o idoso, seja ele homem ou mulher, é assexuado.
Aos nossos avós não os imaginamos a "fazer amor", mas apenas a trocar carinhos, reconfortados com a simples presença um do outro.
É claro que na terceira idade, muitas vezes depois de uma vida juntos, o que prevalece é o afecto, a sensação de aconchego. E o sexo, a sexualidade do idoso é a manifestação disso mesmo. Na terceira idade faz-se amor com valores, não apenas com desejo. É claro que a satisfação física se mantém, mas com ela cada parceiro reafirma a sua identidade, mostra ao outro o quão valioso ele é.
E isto vale tanto para o homem como para a mulher!
Deixo-vos só duas histórias, que transcrevi de uma reportagem da Jornalista Fernanda Cachão do Jornal Correio da Manhã:
(Os nomes fazem parte da reportagem e como tal não foram por mim omitidos)
JOSÉ LUÍS ANTUNES DA COSTA tem a vida dividida entre duas mulheres: a com quem casou e a de quem se enamorou há um par de anos. "A minha senhora não é muito agarrada a mim. Passam-se um mês, dois e nada. Ora eu tenho 73 anos mas funciona, Graças a Deus, e ainda preciso de uma mulher para me dar carinho, para tudo."
O campeão de pesos-pesados de 1954 e 1956 reconhece que o proceder dele levanta dúvidas, mas a necessidade de um meigo regaço fala muito alto. A sua costureira está "estimada" e é muito calma, o reverso da medalha da legítima, ausente mas muito ciumenta.
"Ela diz-me que ainda vai saber quem é a outra e que depois faz e acontece mas é só conversa."
O namoro ateou-se no Ginjal, em Almada, num dia em que o ex-pugilista e a costureira cruzaram o salão de baile enfadados com a sua própria vida. O caso atou como nó de marinheiro.
José Luís ainda atravessa o Tejo para ir à sua casa, à esposa que lhe lava e passa a roupa, mas o remanso gostoso tem ele do outro lado do rio, em Lisboa. "Acabei com a maluquice de andar com uma e com outra. Agora tenho esta senhora. E que não me venham dizer que, a partir de certa altura, o sexo não tem importância porque tem."
Uma vida sem uma dor de cabeça, sem uma falha no item que lhe interessa, foi posta em causa há três anos. Um electrocardiograma lembrou-o de que o tempo passa, que já não é o campeão dos anos 50, que o que nunca falhou pode quebrar um dia.
"Talvez o repouso ajude a que nunca tenha ficado mal mas sei que isto não é eterno. Se algum dia chegar tenho um desgosto. Mas espero que isto esteja bem mais uns bons anos."
MARIA ARMINDA GUERREIRO teve cinco filhos de um marido que ia e vinha e, quando vinha, era só para a deixar mais mãe. "A minha tia dizia: 'os vossos encontros são só para arranjar bebés. Eu respondia: 'que é que vou fazer?! ‘ É o meu dever de mulher e de mãe."
Maria Arminda tem 88 anos, é angolana, veio para Portugal depois do 25 de Abril. Nos seus olhos, a saudade de Sá da Bandeira onde casou virgem com Zé Rufino.
A vida entre os lençóis foi tapada por uma existência sofrida, ele gostava de bebida e liberdade e ela de carinho. "À maneira dele, acho que gostava de mim mas só para arranjar filhos?! Não senhor, os filhos precisam de comer, de vestir e o carinho para eles, para mim?! É só na cama que a gente gosta da pessoa?!" Festas e beijos, Maria Arminda teve em dose curta e ressentia-se: "Eu devia gostar porque lhe dizia: 'os carinhos não são só quando estamos deitados."Na sua existência pendular, Zé Rufino acabou os dias na África do Sul e ela não voltou a casar.
Quis o destino que um dos filhos do casal saísse ao pai: o rapaz cortou o Atlântico para o Brasil e, durante quinze anos, ninguém soube dele. "Um dia, a minha nora disse-me que ia tratar da sua vida e eu respondi-lhe que me parecia muito bem. Casou com outro e é muito feliz a minha nora."
Maria Arminda esfrega o punho da sua bengala, como se este fosse mágico e pudesse o tempo voltar atrás. "Eu acho bonito, a história da minha nora. Às vezes, ainda digo: este calhava-me mas é só brincadeira. Agora é muito tarde. Ficava mal."
Na terceira idade, como em qualquer outra idade, a actividade sexual é uma demonstração de boa saúde, física e mental.
Os tabus sempre andaram associados à sexualidade. As conversas sobre sexo alimentaram-se sempre de secretismo, terreno fértil para a propagação de conceitos errados. Para um pai ou uma mãe, é um sobressalto quando os filhos pequenos fazem as primeiras perguntas. Faltam sempre as palavras, por mais esclarecidos que sejam. Em relação à terceira idade assim acontece também.
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sexta-feira, setembro 22, 2006
sexta-feira, setembro 15, 2006
GRANDE DESTAQUE: JORNADAS DE REABILITAÇÃO
Dia 11 e 12 de Outubro terá lugar na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu, as "I Congresso - Reabilitar para a Vida", organizadas pelo 1º CPLEER (Curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Reabilitação) da Escola Superior de Saúde de Viseu.
Chamamos a atenção para a pertinência dos temas e para o actual momento da Reabilitação no nosso país e da Enfermagem em particular.
Ao mesmo tempo há espaço para o diálogo e comunicação de investigações deveras interessantes e inovadoras na realidade da Reabilitação não só em Portugal mas também no Mundo.
As várias abordagens e realidades profissionais serão alvo de discussão e de uma esclarecedora explanação.
Ao mesmo tempo funcionarão vários e inovadores Workshops, cuja inscrição é gratuita.
O site desta Conferência é:
Increvam-se e divulguem!
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sexta-feira, setembro 08, 2006
DEFINIÇÃO DE AVÓ
Vejam este artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal Cartaxo a propósito do dia dos avós.
Uma delícia!
"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.
As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas.
Nunca dizem "Despacha-te!"
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.
As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.
As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo.
Não são tão fracas como dizem, apesar de morreram mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, principalmente se não tiver televisão".
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quarta-feira, agosto 30, 2006
DE VOLTA À LUTA!... (Um desafo!)
Depois deste período de merecidas férias (digo eu!), que como todas quando começamos a aproveitar estão as mesmas a terminar, dou por mim a pensar nos tempos e nos grandes objectivos em que profissionalmente "investi" (este termo é muito pertinente), para este ano de 2006. E num rasgo de lucidez (que são raros) uma dúvida me surge logo de seguida:
- "como é que me fui meter nisto?... "
No entanto, devo confessar que rapidamente recorri a todos os meus "mecanismos de coping", ou em bom português ao célebre "desenrascanço" e com a mesma lucidez atrás descrita digo confiantemente, em voz alta para mim próprio, para não ter dúvidas:
- "não há-de ser nada! Se os outros conseguem eu também não sou inferior a eles!"
E sigo alegremente, adiando mais alguns dias, como se ainda estivesse em pleno período de férias, aquilo que urge fazer e que me vai exigir mais alguns cabelos brancos e noites a rogar pragas pelo facto de ter deixado tanta coisa para tão pouco tempo...
Enfim, não tenho emenda!...
A vida e a carreira são caminhos que são simultâneamente paralelos e perpendiculares, onde tudo o que se pretende atingir ou exigir, envolve e interfere inevitavelmente num ou noutro campo.
Todos somos chamados em várias ocasiões da nossa vida, pessoal ou profissional a tomar decisões e uma coisa é certa, todas requerem consciência, discernimento e coerência na sua tomada, eu sei por onde escolhi ir, no entanto e depois deste tempo dedicado mais à minha vida pessoal e à família, dei por mim neste regresso "à luta" a pensar naquilo que deixamos de ter e de usufruir, pelo investimento na carreira e muitas vezes na incerteza de um futuro melhor!
Desculpem este desafo, mas ou estou a ficar "velho" ou então, deve ser falta de férias!...
P.M.G.
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quarta-feira, julho 26, 2006
DIAS DOS AVÓS ou DIA DO IDOSO ?...

A sociedade civil e política vê-se assim obrigada a repensar o papel do Idoso, de uma forma positiva, com um papel activo e como um cidadão a quem é necessário garantir a plenitude dos seus direitos e assegurar dignidade e qualidade de vida.
Para isso, todos somos chamados a contribuir por forma a garantir a qualidade de vida a que todos aspiramos com o envelhecimento.
O facto de ter mais idade, de ser ou não avô, ou avó, não deve implicar a demissão da vida e o começo da morte. Bem longe disso, deve significar a mudança de actividades, a preparação no sentido de aceitar que as actividades serão diferentes e, de maneira alguma, aceitar a ideia de não ter actividade, ou de dar contributos à sociedade.
Não podemos negar certo avanço, na forma como os idosos e a Geriatria e Gerontologia se tem vindo a afirmar no nosso país, mas no entanto ainda nos situamos longe da realidade dos países Europeus mais desenvolvidos, da América do Norte e mesmo de alguns países da América Latina.
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sexta-feira, julho 14, 2006
Raios de Luz

Todos somos responsáveis pelo caminho a percorrer e por tudo o que quisermos que seja a nossa profissão e por aqueles que são o nosso objecto de trabalho - os doentes.
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segunda-feira, junho 19, 2006
quinta-feira, junho 01, 2006
sexta-feira, maio 19, 2006
Testemunho: "12 DE MAIO DE 2006 - Dia Mundial dos Profissionais de Enfermagem"
Na problemática da Saúde existe um triângulo em cujos ângulos de base se situam, respectivamente, o Médico e no outro, como complemento indissociável, o Corpo de Enfermagem, enquanto no vértice gravita o Doente. Todos os esforços das ”bases” objectivam o bem estar do “vértice”. Por assim ser nós, os doentes, não podemos passar ao lado desta data que, com prazer festejamos , para mais em grata e mui selecta companhia.
Nesta efeméride que neste dia ocorre, lembramos com carinho e gratidão os elementos da nossa excelente e actual equipa técnica e não podemos olvidar quantos – e muitos foram - por aqui passaram e por razões diversificadas, não estão hoje ao nosso lado, sem esquecer, também aqueles que, cumprindo as Leis da Vida, trocaram o efémero pela Eternidade. Paz ás sua almas, é a prece que elevamos ao Céu onde a nossa pobre fé as situa e, sinceramente, deseja.
Sem retirar um simples avo ao mérito dos actuais homenageados, as nossas Enfermeiras e Enfermeiros, pedimo-vos licença para aqui e agora lembrarmos todos aqueles que, embora no exercício de diferentes munus, também eles deram o seu contributo complementar do vosso para minorar um padecimento, quem sabe se de alma, ou aligeirar uma dor de semelhante origem.
Quando o sofrimento é lancinante e as mágoas mais que muitas, todos não são demais para aliviarem o peso da nossa cruz!...
Para as nossas gentis Enfermeirinhas e simpáticos Enfermeiros como para quantos, desta ou daquela forma, vos deram colaboração, em nome dos internados neste Rovisco Pais que ainda em mim confiam e no meu próprio, vai o nosso coração eternamente agradecido.
Sou, como sempre fui
o Abel.
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sexta-feira, maio 12, 2006
"Renascido a 12 de Maio"
Hoje vim fazer tarde!
Depois de uma manhã ocupada com questões familiares e pessoais, almoço um verdadeiro manjar tradicional desta região da Gândara - "Favas à Gandaresa"! Sempre que chega o mês de maio até que acabe, não há Gandarês que se orgulhe de o ser que não coma pelo menos uma vez por semana este verdadeiro ex-libris da gastronomia local. Uma verdadeira delícia que por estes dias nos devem fazer pensar duas vezes antes de fazer análises (sobretudo lipidograma!). Um dia deixo aqui ficar a receita, já que com alguma "humildade", sou especialista na sua realização...
Chego às quatro da tarde, antes "pico o cartão" (aqui à muitos anos que o fazemos) e vou para a passagem de turno. "Tudo normal, na anormalidade existente", como costuma dizer um colega de serviço!...
No entanto algo estava diferente, de manhã ainda em casa fui ao correio à espera de uma carta da Ordem onde viesse um daqueles pósteres alusivos ao Dia Internacional do Enfermeiro, a cumprimentar e dar forças nestes tempos difíceis, mas infelizmente nada, pelo menos no meu correio. Estão demasiado ocupados com o Congresso ou então a crise também já chegou aos nossos, pensei eu!...
No meu Serviço sim, havia algo de diferente, várias frases colocadas pelo serviço alusivas à profissão e ao nosso objecto de cuidados - o doente. Uma colega, teve uma feliz ideia, na minha opinião, de fazer um inquérito aos doentes internados onde lhes colocava questões tão simples como:
- "Para si o Enfermeiro é (ou não é)..."
- "O Enfermeiro ajuda-me a (ou não me ajuda)..."
- "O que mais admiro (ou detesto) no Enfermeiro é ..."
As respostas são de uma admirável simplicidade, mas a relevância que dão ao papel do Enfermeiro e aos cuidados de enfermagem, orgulham e dão força para continuar a nossa cruzada pelo reconhecimento e dignificação da nossa profissão.
Por agora sinto-me revigorado, "renascido" com aquilo que pude ver e ler (talvez venha ainda aqui a transcrever algumas das frases e respostas registadas), sinto que acima de tudo é com eles (os doentes) que diariamente partilhamos e sentimos alegrias, tristezas, obtemos vitórias e derrotas e que o significado do - "CUIDAR" - dá sentido ao SER ENFERMEIRO.
P. M. G.
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domingo, maio 07, 2006
Ser Enfermeiro

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