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sábado, março 17, 2007

Bijuterias da Maria: para ajudar o Tiago

"O Tiago tem uma Neuropatia Hipomielinizante Congénita (Charcot Marie-Tooth). É uma doença que pode acontecer 1 em 100.000. No caso do Tiago até pode ser o único em Portugal. A doença caracteriza-se pelo facto de o corpo não produzir mielina, que é a camada que reveste os nossos nervos e é responsável pela condução dos impulsos nervosos enviados pelo cérebro. No Tiago esses impulsos não chegam ao destino, e por isso o Tiago não se consegue mexer.
A mãe do Tiago teve que se despedir do emprego para lhe dar assistência e enquanto recebeu subsídio (cerca de 365 €), ficou isenta nas consultas médicas, exames, etc. Agora que o subsídio acabou, o Estado atribuiu-lhe um subsídio de assistência a 3ª pessoa de 75 € e cortou-lhe a isenção nas consultas.
Citando a mãe do Tiago(Maria): "Como recebo muito poucas ajudas do Estado (como sempre), tive de arranjar qualquer coisa que faça com que entrem mais alguns euros no curto orçamento, e para que nada falte ao meu filho, que apesar de tudo é o que tenho de mais valioso na vida. A doença faz com ele não tenha qualquer movimento no corpo, e por isso necessita de muitas ajudas para ser movimentado, terapias, aparelhos, etc., etc."
Assim, a Maria começou a fazer bijuterias e criou um blog para as divulgar.
Nós podemos ajudar não só comprando as peças dela como também divulgando o seu blog a todos os nossos conhecidos".
Retirado do blogue "Lusitaniedades"

terça-feira, março 13, 2007

E mais nada!...


Fui hoje informado por um colega que habiltualmente visita o blogue Enfermagem XXI e também outros (como este) que podem ser linkados nesse espaço, que estavam a ser utilizadas com um fim específico noutros blogues, expressões de um post cujo título é "Assembleia da Ordem - Os Enfermeiros vão lá estar?".


Como Editor do blogue Enfermagem XXI, ponderei se haveria de fazer algum comentário sobre esse facto, até pq o responsável não se identifica e tenho por princípio não responder a anónimos, mas pq o blogue Enfermagem XXI não é um espaço de oposição a ninguém, não é partidário de qualquer facção oposocionista da Ordem, não pretende ser sequer um veículo de transmissão de um movimento em especial (todos os que existirem e desejarem terão lá os seus links) pretendemos apenas agitar consciências, pq não aceitamos o uso de determinadas expressões como aquelas que foram usadas em apêndice aos parágrafos retirados do Enfermagem XXI e ainda, pq esses comentários foram difundidos em vários blogues, entendo deixar aqui umas breves notas:


- O texto que serviu de instrumento de arremesso por um determinado anónimo (será que é Enfermeiro?), foi escrito com o objectivo de agitar consciências e provocar aqueles que criticam com termos e métodos que me parecem ser pouco eficazes e sobretudo pouco credíveis para quem pretendem trazer às suas causas;


- levar os Enfermeiros a intervir nos locais próprios e não descarregarem as suas fustrações apenas nestes espaços, aprendendo e tendo a frontalidade de as assumir nos locais próprios;


- possuir uma forma mais eficaz, económicamente mais acessível e melhor organizada, que possa permitir aos Enfermeiros que se manifestem interessados (todos deveriam estar!), participar activamente nestas Assembleias.


De qualquer forma, o Enfermagem XXI é um espaço onde todos os protagonistas se podem manifestar, desde que usem de linguagem não insultuosa!... Mesmo no anonimato!...



ENFERMAGEM XXI

segunda-feira, março 12, 2007

Assembleia da Ordem - Os Enfermeiros vão lá estar?...

Está convocada a Assembleia Geral da Ordem dos Enfermeiros para dia 17 de Março, com início às 13.30 horas, no Grande Auditório da Faculdade de Ciências de Lisboa – Bloco C3, ao Campo Grande, com a seguinte Ordem de Trabalhos:


"1. Leitura e aprovação da acta da reunião ordinária da Assembleia
Geral realizada em 11 de Maio de 2006;


2. Discussão e votação do Relatório e Contas referentes ao ano 2006,
de acordo com o artigo 12.º, alínea b), do Estatuto;


3. Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para o
ano 2007, de acordo com o artigo 12.º, alínea a), do Estatuto;


4. Discussão e votação das propostas de alteração dos artigos
3º,6º,7º,8º,9º,20º,27º,29º,30º,31º,34º,37º,40º e 98º do Estatuto
da Ordem dos Enfermeiros de acordo com o artigo 120, alínea c) do
Estatuto da Ordem dos Enfermeiros;


5. Análise e discussão da proposta relativa ao modelo de
individualização das especialidades.
A minha pergunta é, depois das críticas que por essa blogosfera se faz à Ordem e à sua Bastonária, quantos de nós terão a frontalidade e a coragem de o fazerem no local próprio que é a Assembleia Geral?...

E já agora, porque estas reuniões são sempre feitas em Lisboa, porque não programar uma forma mais organizada e económica (pq os tempos são difíceis) para todos podermos estar presentes nesta reunião, da qual fazem parte pontos de ordem extremamente importantes e decisivos para o presente e futuro da Enfermagem em Portugal?

Fica aqui a "provocação" e a sugestão...
P.S. - Não se esqueçam que para participar na Assembleia Geral tem de ter a Cédula Profissional em dia!

sexta-feira, março 09, 2007

Duas Palestras a não perder!

De repente, eis que através do universo da blogosfera, temos acesso a duas excelentes oportunidades de assistir a duas Palestras, na Universidade Internacional da Figueira da Foz, nos dias 21 de Março e no dia 12 de Abril, sobre um tema que a pouco e pouco começa a estar na "ordem do dia" na Saúde em Portugal e que, na nossa opinião, a Dra. Ana Garret tem vindo a ajudar a discutir, esclarecer e porque não, provocar!...
Parabéns à organização que irá, com toda a certeza, ter um enorme sucesso!

Enfermagem XXI recomenda vivamente estas duas Palestras:

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Enfermeiros - Profissionais da confiança dos Portugueses

Na edição de 27 de Fevereiro de 2007, diário DESTAK, na página 5:
(Agora sim: clicar na imagem para visualizar artigo)

domingo, fevereiro 04, 2007

Um texto de Inês Pedrosa

*Em Portugal, em 2007, condena-se a seis anos de cadeia um homem inocente, apenas por querer honrar o compromisso de protecção que estabeleceu com uma criança. *
"Não faz parte do interesse da menor saber que tem um pai biológico? Faz, e isso não foi permitido" – esta pergunta e esta resposta foram proferidas pela juíza Fernanda Ventura durante a última sessão do julgamento que, nopassado dia 16, condenou o sargento do Exército Luís Matos Gomes a seis anos de prisão e a uma indemnização de 30 mil euros ao autor biológico da suafilha de quase 5 anos. Escrevo "autor biológico" porque um pai não é um legume: pai é aquele que cria, ama, protege, educa e sustenta uma criança. Ora quem exerceu essa função, desde os três meses de idade da menina em causa, foram o sargento Luís Matos Gomes e a sua mulher, Adelina Lagarto,que prescindiu da sua carreira profissional para se ocupar da criança a tempo inteiro.
Se Luís Matos Gomes e a sua mulher não tivessem acolhido estamenina, o seu involuntário progenitor, que só se lembrou da paternidade quando a menina atingia os dois anos de idade, nunca mais teria sabido dela– a mãe biológica poderia tê-la levado para o Brasil e ter feito dela o que quisesse, incluindo abandoná-la num lugar qualquer ou metê-la num saco de plástico e lançá-la ao rio, como há precisamente um ano aconteceu a dois bebés, num intervalo de dias, em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Quem saiba o que é criar um filho sabe que, de facto, e ao contrário do que a juíza Fernanda Ventura peremptoriamente afirmou, aos 5 anos de idade – ou aos 2, aos 3, aos 4... aos 10 – a criança não tem qualquer interesse em saber se o pai e a mãe que têm são ou não biológicos. Portugal tem aliás uma larga experiência de pais biológicos que não interessam a criança nenhuma –porque as maltratam e torturam, às vezes até à morte. Ainda há semanas foi a pequena Sara, espancada até à morte pela biológica progenitora. É evidente que uma criança adoptada tem o direito a saber que foi adoptada, mas só quando tiver maturidade para absorver essa informação – o que, como qualquer psicólogo ou psiquiatra confirmará, não acontece aos dois nem aos cinco anosde idade. Nestas idades, o interesse superior da menor é a estabilidade afectiva, como enfatizou Luís Villas-Boas, psicólogo e responsável peloRefúgio Aboim Ascensão, na noite do dia 16, num debate na Sic Notícias.
Será tão difícil colocarmo-nos na cabeça de uma criança de 5 anos e pensarmos como nos sentiríamos se, de repente, nos tirassem a mãe e o pai afectuosos que nos pertenciam para nos dizerem que a partir de agora o nosso pai era aquele outro senhor? Neste momento, de resto, a menina sofre já o afastamento forçado do pai, que está em prisão preventiva desde o passado dia 14 de Dezembro. O Natal dos seus quatro anos (completará os 5 a 12 deFevereiro) passou-o privada do pai, e numa casa que não é a sua. Mas não é Luís Matos Gomes, que sacrifica a sua liberdade e a sua carreira para proteger a estabilidade emocional da filha que acarinha desde os três meses de idade (quando o nome do seu autor biológico constava nos registos como "pai incógnito") quem reclamou dinheiro por perdas e danos, materiais ou morais. Foi Baltazar Nunes, o agora já não incógnito autor biológico, quem exigiu ao casal que amou e sustentou a menina durante estes quase cinco anos uma indemnização – e o Tribunal de Torres Novas deu provimento a esse pedido, condenando os pais adoptantes a indemnizarem Baltazar Nunes em trinta mil euros, com juros. Estes trinta dinheiros em troca de uma paternidade tardiamente – e à força – admitida, serão do superior interesseda criança? Baltazar Nunes, que chegou ao tribunal garboso, no seu porte de 1.83 m, louro e de olhos azuis, de fato completo e gravata rosa, pretende, como explicou o seu advogado, que a criança seja liminarmente arrancada aos braços da família que conhece (porque, além dos pais, a menina tem tios, madrinha, primos – e todos garantem que está de boa saúde e muito bem tratada) para não sofrer mais "instrumentalizações".
Na leitura da sentença, disse a juíza Fernanda Ventura: "Mal do dia em que haja uma Justiça para ricos e outra para pobres". Quem serão os ricos desta triste história, que opõe um carpinteiro e um sargento? Poderíamos também dizer: "Mal do dia em que houver uma Justiça para jovens altos e louros e outra para homens baixos e morenos" – e isto não significaria nada, pois não? Não foi esta a única afirmação estranha – por alheia à matéria de facto e ao apuramento da verdade que cabe ao Tribunal – produzida pela juíza Presidente do colectivo de Torres Novas (os outros dois juizes responsáveis pela decisão, Sílvia Peres e José Carneiro, mantiveram-se em silêncio).
Ao longo do julgamento, a juíza Fernanda Ventura afirmou, por exemplo: "A gente rapta uma criança e depois é assim". Ou: "Não consigo estar dos dois lados nem tenho que estar". Também o delegado do Ministério Público afirmou, em tribunal: "A criança é o cerne deste julgamento. Nós não podemos estar toldados pelo superior interesse da criança". Sucede que a lei portuguesa afirma precisamente o contrário: que, nestas matérias, o superior interesse da criança deve prevalecer em absoluto (ou "toldar-nos", de acordo com esta Moderna Terminologia Jurídica).
Em Portugal, em 2007, condena-se a seis anos de cadeia um homem inocente, apenas por querer honrar o compromisso de protecção que estabeleceu com uma criança, no dia em que a mãe biológica lha depositou nos braços com uma declaração (reconhecida pelo notário) para adopção. A coragem, o amor e a capacidade de auto-sacrifício reveladas pelo sargento Luís Matos Gomes definem-no como um homem bom e um pai exemplar. O Tribunal que o condenou não se limitou a prestar um péssimo serviço à imagem da Justiça em Portugal: criou também um espírito de alarme contra a adopção, num país que, enquanto os pais biológicos vão ali e já vêm, tem mais de 15 mil menores institucionalizados."
Inês Pedrosa

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Fórum Especialidades - Relatório da O. E.

Podem consultar no Enfermagem XXI, o relatório da Ordem dos Enfermeiros, no que diz respeito aos Fóruns Descentralizados sobre as Especialidades em Enfermagem.
Clica na imagem!

domingo, janeiro 21, 2007

Aborto: Uma outra perspectiva


O aborto enquanto gesto contraceptivo é inadmissível. Esta é uma verdade que acredito que qualquer partidário do sim ou não, medianamente esclarecido e bem formado, não hesitará em defender.

Após esclarecer este ponto é preciso promover um olhar critico ao texto J Saraiva. Explicita ele que deve existir uma política de apoio à natalidade que entre outros aspectos facilite a vida às mães solteiras e separadas. Eu acrescentaria a todas as mães. Realmente não é fácil ser mãe e pai (solteiros ou não) com os preços existentes em jardins escolas, com os preços das fraldas, alimentação e todo o negócio em torno da puericultura, para não falar na posterior carreira escolar. Além disso é um perfeito disparate argumentar que a não existência de abortos iria resolver o problema da fraca natividade em Portugal. Seria o mesmo que defender a utilização de baldes com água para combater os fogos florestais no verão.


Discutir a cultura da morte…não! Discute-se, isso sim, a vida com qualidade, a vida desejada, a vida com felicidade, não imposta, mas desejada e acarinhada. Discute-se o direito a ter decisão na sua própria vida e na que pode gerar, com amor e com condições para a criar no seio de uma família feliz ou pelo menos funcional. Assim é possível defender os direitos da criança. Acredito que uma criança planeada e desejada ou não planeada mas desejada tem maiores possibilidades de ser feliz e bem sucedida ao longo da sua existência, ou será que o que interessa é só o momento do nascimento? E depois? E o crescimento?


Politizar esta questão, como faz J Saraiva, apenas permite lançar mais poeira, confusão e irritação para os olhos das pessoas. O aborto é uma questão de saúde pública! O aborto é uma questão de autonomia na decisão do casal! Nenhum partido ou movimento incentiva ao aborto.
O que se pretende é descriminalizar a ingrata decisão de quem, em determinado período da sua vida tem que tomar uma decisão dolorosa e difícil. Argumentar que com a descriminalização o aborto vai proliferar como cogumelos é não querer olhar em redor. Os casais e mulheres (quando decidem sozinhas) que efectuam abortos de modo regular e sistemático, já o fazem. Não precisam de alteração de lei nenhuma. E a actual lei e intervenções politicas e sociais não resolveram este problema, ou resolveram? Alimentam um negocio paralelo, que floresce a olhos vistos com consequências éticas e criando um problema de saúde publica grave. A questão são os outros são aqueles que em situações limite e que lutam por uma existência digna são criminosos apenas porque não podem tomar uma decisão que apenas a eles lhes compete. Ou então vamos negar-lhes o direito à sexualidade e vida sexual? É que acidentes e imprevistos acontecem mesmo com a utilização de métodos contraceptivos.

Melhores condições de vida? Apoios? Como já escrevi: sim. Sempre. Mas o que fizeram os movimentos contra alteração da lei desde o ultimo referendo? Os argumentos eram os mesmos. Qual foi a sua acção no terreno? Com que direito querem e persistem em impor o seu ponto de vista a outros? É que caso não tenham reparado, a alteração da lei não obriga ninguém a abortar, apenas permite que cada casal possa decidir sobre a sua vida familiar e como se constituirá a sua família. Mais, e ao contrario do que alguns afirmam, o momento da concepção não corresponde ao inicio de uma nova vida, a não ser no plano religioso.

Lembra-se ainda que educar uma criança não é só um gosto, comporta uma série de obrigações e deveres que devem ser cumpridos de modo criterioso e com enorme responsabilidade.

Nascer numa família sem as condições mínimas e sem desejo de o fazer por parte dos pais, é condenar precocemente o futuro desenvolvimento de qualquer ser humano; mas depreende-se que crime é abortar e não condenar alguém a uma vida sem afectos propícios a um correcto desenvolvimento moral, cognitvo, social e físico.

O que está aqui e causa não é aumentar o número de abortos, é permitir a escolha a cada casal e não impor a nossa aos mesmos. Repito a nova lei não obriga ninguém a abortar mas facilita a tomada de decisão em consciência.

Com a descriminalização, e com uma acção conscienciosa dos profissionais de saúde, será possível uma melhor e maior intervenção no que diz respeito ao planeamento familiar. Será possível identificar casos críticos com maior facilidade e intervir sobre eles. Todas as intervenções que os movimentos a favor do não defendem devem e podem ser implementadas sem que isso impeça a aprovação do sim. Se assim for estaremos perante uma sociedade mais justa, mais adequada a todos, com melhores oportunidades para todos. Existirão mais gravidezes e sobretudo nascimentos mais desejados e acarinhados.


Fernando Veríssimo Cardoso _ a poucos meses de ser pai.


PS_ um argumento do não tem-me confundido. Devemos votar não porque o país não tem recursos financeiros para suportar a despesa extra provocada pelos abortos. Então se tivéssemos o dinheiro necessário, como afirmam, já votariam sim?

sábado, janeiro 20, 2007

Em plena campanha de Referendo sobre o Aborto, um texto de J. A. Saraiva

JASaraiva, Sol, 06.10.14

A atracção pela morte é um dos sinais da decadência.

Portugal deveria estar, neste momento, a discutir o quê? Seguramente, o modo de combater o envelhecimento da população. Um país velho é um país mais doente. Um país mais pessimista. Um país menos alegre. Um país menos produtivo. Um país menos viável porque aquilo que paga as pensões dos idosos são os impostos dos que trabalham. Era esta, portanto, uma das questões que Portugal deveria estar a debater.

E a tentar resolver. Como? Obviamente, promovendo os nascimentos. Facilitando a vida às mães solteiras e às mães separadas. Incentivando as empresas a apoiar as empregadas com filhos, concedendo facilidades e criando infantários. Estabelecendo condições especiais para as famílias numerosas. Difundindo a ideia de que o país precisa de crianças e que as crianças são uma fonte de alegria, energia e optimismo. Um sinal de saúde.


Em lugar disto, porém, discute-se o aborto. Discutem-se os casamentos de homossexuais (por natureza estéreis). Debate-se a eutanásia. Promove-se uma cultura da morte. Dir-se-á, no caso do aborto, que está apenas em causa a rejeição dos julgamentos e das condenações de mulheres pela prática do aborto e a possibilidade de as que querem abortar o poderem fazer em boas condições, em clínicas do Estado. Só por hipocrisia se pode colocar a questão assim.Todos já perceberam que o que está em causa é uma campanha. O que está em curso é uma desculpabilização do aborto, para não dizer uma promoção do aborto.


Tal como há uma parada do 'orgulho gay', os militantes pró-aborto defendem o orgulho em abortar. Quem já não viu mulheres exibindo triunfalmente t-shirts com a frase «Eu abortei»?Ora, dêem-se as voltas que se derem, toda a gente concorda numa coisa: o aborto, mesmo praticado em clínicas de luxo, é uma coisa má. Que deixa traumas para toda a vida. E que, sendo assim, deve ser evitada a todo o custo. A posição do Estado não pode ser, pois, a de desculpabilizar e facilitar o aborto tem de ser a oposta. Não pode ser a de transmitir a ideia de que um aborto é uma coisa sem importância, que se pode fazer quase sem pensar tem de ser a oposta. O Estado não deve passar à sociedade a ideia de que se pode abortar à vontade, porque é mais fácil, mais cómodo e deixou de ser crime. Levada pela ilusão de que a vulgarização do aborto é o futuro, e que a sua defesa corresponde a uma posição de esquerda, muita gente encara o tema com ligeireza e deixa-se ir na corrente.


Mas eu pergunto: será que a esquerda quer ficar associada a uma cultura da morte? Será que a esquerda, ao defender o aborto, a adopção por homossexuais, a liberalização das drogas, a eutanásia, quer ficar ligada ao lado mais obscuro da vida? No ponto em que o mundo ocidental e o país se encontram, com a população a envelhecer de ano para ano e o pessimismo a ganhar terreno, não seria mais normal que a esquerda se batesse pela vida, pelo apoio aos nascimentos e às mulheres sozinhas com filhos, pelo rejuvenescimento da sociedade, pelo optimismo, pela crença no futuro? Não seria mais normal que a esquerda, em lugar de ajudar as mulheres e os casais que querem abortar, incentivasse aqueles que têm a coragem de decidir ter filhos?

Fim

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Este é um dos textos que considero mais pertinentes e interessantes de todos quantos foram escritos sobre este tema, faz-nos pensar na importância das coisas verdadeiramente importantes dos nossos dias...

De qualquer modo muito ainda fica por dizer e escrever! Talvez ainda regresse, um destes dias, a este tema...


sábado, dezembro 16, 2006

Boas Festas!

domingo, outubro 22, 2006

III Congresso Nacional de Gerontologia


Clique na imagem para ver o programa oficial!

domingo, outubro 08, 2006

DUAS GRANDES CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS (uma delas, made in Portugal)


Clique nos links:


1. Produzida em Portugal mas, infelizmente ainda não passou no nosso país!

http://www.ad-awards.com/commercials/directory/categories/non-profit/alzheimers/commercials-6-218.html



2. E também mais esta (não é nacional) mas, também sem dúvida elucidativa sobre o mundo, feito à semelhança daqueles que de alguma maneira possuem determinadas limitações e handicaps físicos desfavoráveis:

http://w9.mail.sapo.pt/services/go.php?url=http%3A%2F%2Fwww.ad-awards.com%2Finc%2Fvideo.swf%3Fid%3D104

sábado, setembro 30, 2006

DIA 1 DE OUTUBRO - DIA MUNDIAL DO IDOSO

A PROPÓSITO DISSO, UMA REFLEXÃO SOBRE UM TEMA TABU NA 3ª IDADE - SEXUALIDADE

Uma sondagem da Aximagem para um jornal nacional, realizada em Março de 2005, mostra que 34 por cento dos idosos fazem sexo e estão muito satisfeitos. Em 1984 a Europa tinha 49 milhões de idosos; em 2006, estima-se que esse número seja superior a 80 milhões. Em Portugal, segundo os Censos de 2001, já ultrapassou a população jovem (16,4 e 16 por cento).
Por oposição ao ‘baby-boom’ dos anos 50/60, fala-se agora do ‘papy-boom’ (’papy’ de avô).
Uma explosão demográfica, que se deve ao melhoramento das condições de sobrevida, e obriga a uma mudança de mentalidades...

Podemos então fazer uma pergunta:
Se eles se mantêm activos na sociedade e na família, porque não debaixo dos lençóis?

Será o Sexo na terceira idade: TABÚ?
Desde sempre que o sexo e segredo viajaram de mãos dadas. Preconceitos e tabus abundam quando a sexualidade é tema. Sobretudo quando os seus protagonistas já passaram a barreira dos 60/70 anos.
Dos idosos, pensa-se que são assexuados, que neles já não nasce o desejo sexual. Eles próprios, foram educados em ambientes repressivos, vivem a sua vida sexual com culpa.
Mas afinal o sexo na terceira idade é ou não possível, é ou não gratificante? Podem ou não os idosos ter uma vida sexual activa? A resposta é sim, claro que sim!
Dobrámos há seis anos a fronteira do século, mas em matéria de tabus o tempo passa mais devagar do que no calendário. As sociedades ocidentais modernizam-se, renderam-se à informática e à Internet, homens e mulheres adaptam-se aos novos instrumentos de trabalho. Mas as mentalidades continuam a resistir à mudança e a alimentar os velhos mitos.
Um desses mitos é o de que não há sexo na terceira idade. Nada mais errado! No entanto é um preconceito generalizado, a tal modo que os próprios protagonistas do envelhecimento vão acreditando nele, pondo de parte desejos e prazeres quando acaba o fito da reprodução. Porque afinal, muita gente ainda atribui ao sexo a mera função reprodutora.
Então é preciso desmistificar esta realidade. É certo que com o envelhecimento se produzem transformações fisiológicas no homem e na mulher, mas não são inibidoras da actividade sexual. Com a idade, o sexo, tal como outras actividades, vai apenas ficando menos necessário. A sofreguidão dos jovens dá lugar à acalmia da maturidade.
Os idosos não perdem o apetite sexual. Simplesmente, já não têm pressa. Podemos dizer que, enquanto os mais novos obtêm maior gratificação na quantidade, com os mais velhos reina a qualidade. É claro que a frequência das relações sexuais diminui, mas o grau de satisfação pode ser o mesmo. Afinal, também aqui a experiência conta.
Pode-se até perder alguma da capacidade "técnica" (deixem-me chamar-lhe assim!), mas não diminui o prazer que o idoso sente quando o seu corpo está em contacto com outro. Até porque – e isto vale para todas as idades – (como já podemos ouvir) a sexualidade de uma pessoa não se esgota no acto sexual em si.

Existem alguns aspectos que potenciam estes preconceitos da sexualidade e do sexo no idoso:

O peso da educação:
A vivência da sexualidade na terceira idade nada mais é do que a continuação de um processo iniciado na infância. São as alegrias, culpas, vergonhas e repressões de cada um, associadas às modificações fisiológicas e anatómicas que a idade impõe, que determinam o comportamento sexual do idoso.É um facto que a geração actual de idosos é fruto de uma educação ainda muito repressiva. Os pais tinham como orientação sexual conceitos muito repressores, agora considerados retrógrados, segundo os quais o sexo era sujo e pecaminoso, para ser praticado na escuridão com o intuito de dele nascerem filhos.
Mas a educação não é o único fardo que os idosos suportam. Também o ambiente social é, regra geral, repressor. Só o corpo não respeita estas normas, continuando a manifestar-se quando a idade avança. Só que, divididos entre os preconceitos sociais e os impulsos, muitos idosos acabam por viver a sua sexualidade com muita culpa.


Para toda a vida:
A função sexual acompanha o homem toda a sua vida. E é naturalmente condicionada pela cultura, pelos valores, pelos estereótipos de masculinidade e feminilidade, bem como por aspectos psicológicos e emocionais.
Um adulto jovem utiliza o seu relacionamento sexual como um importante meio de expansão emocional, de acordo com os seus valores culturais. A sexualidade acaba por ser um instrumento de poder, mesmo de afirmação social. Mas com o nascer dos filhos, a sexualidade ganha novos contornos com a associação ao papel de pai e mãe.
É então que, criados os filhos, surgem os primeiros problemas. Sobretudo para as mulheres, assaltadas por vezes com dúvidas sobre o seu novo papel. Quando termina a idade reprodutora, é fácil multiplicarem-se os sentimentos de desvalorização pessoal, traduzidos em repúdio pelo corpo e repúdio pelo companheiro.
Com as alterações hormonais, a mulher não perde a capacidade de sentir desejo nem a capacidade orgásmica, mas é frequente sentir-se menos atraente, incapaz de despertar desejo no companheiro.
Mas há mulheres para quem a nova etapa da vida é sinónimo de liberdade, de poder assumir a sua sexualidade sem o risco de uma gravidez, sem a pressão do tempo que era exigido pela educação dos filhos, muitas vezes sem a pressão da realização profissional. Mais, depois da menopausa, muitos autores defendem que, em geral, a mulher se liberta de inibições que possam ter atrapalhado a sua vida sexual anterior.
Como sempre, os homens não têm os mesmos problemas. A idade não diminui irremediavelmente a fertilidade, sendo bem conhecidos casos de homens que foram pais muito tardiamente, depois dos 70 anos. A crise não surge então associada à fertilidade, mas sim e sobretudo – à potência sexual.
O corpo muda, é um facto. O tempo deixa marcas menos visíveis do que as rugas, marcas que se notam apenas na intimidade. O vigor sexual já não é o mesmo, a resistência também não. O homem pode então apresentar sintomas de impotência, que se podem dever a dificuldades circulatórias ou à diminuição da sensibilidade na região do pénis. Mas na maioria das vezes a impotência na terceira idade surge associada a factores emocionais.
Questões orgânicas à parte, o sentir-se velho pode em si ser causa de impotência. Quando o homem parte para uma relação sexual com ansiedade, angústia, está a condená-la ao fracasso, com a consequente infelicidade e baixa de auto-estima. Podendo comparar-se a:
Uma fogueira sem chamas mas que ainda queima”!
E muitas vezes os quadros de ansiedade que acompanham a tentativa de desempenho sexual na terceira idade devem-se a preconceitos, a vergonhas que foram incutidas pela educação, à ideia – errada – de que o idoso, seja ele homem ou mulher, é assexuado.
Aos nossos avós não os imaginamos a "fazer amor", mas apenas a trocar carinhos, reconfortados com a simples presença um do outro.
É claro que na terceira idade, muitas vezes depois de uma vida juntos, o que prevalece é o afecto, a sensação de aconchego. E o sexo, a sexualidade do idoso é a manifestação disso mesmo. Na terceira idade faz-se amor com valores, não apenas com desejo. É claro que a satisfação física se mantém, mas com ela cada parceiro reafirma a sua identidade, mostra ao outro o quão valioso ele é.
E isto vale tanto para o homem como para a mulher!
Deixo-vos só duas histórias, que transcrevi de uma reportagem da Jornalista Fernanda Cachão do Jornal Correio da Manhã:
(Os nomes fazem parte da reportagem e como tal não foram por mim omitidos)

JOSÉ LUÍS ANTUNES DA COSTA tem a vida dividida entre duas mulheres: a com quem casou e a de quem se enamorou há um par de anos. "A minha senhora não é muito agarrada a mim. Passam-se um mês, dois e nada. Ora eu tenho 73 anos mas funciona, Graças a Deus, e ainda preciso de uma mulher para me dar carinho, para tudo."
O campeão de pesos-pesados de 1954 e 1956 reconhece que o proceder dele levanta dúvidas, mas a necessidade de um meigo regaço fala muito alto. A sua costureira está "estimada" e é muito calma, o reverso da medalha da legítima, ausente mas muito ciumenta.
"Ela diz-me que ainda vai saber quem é a outra e que depois faz e acontece mas é só conversa."
O namoro ateou-se no Ginjal, em Almada, num dia em que o ex-pugilista e a costureira cruzaram o salão de baile enfadados com a sua própria vida. O caso atou como nó de marinheiro.
José Luís ainda atravessa o Tejo para ir à sua casa, à esposa que lhe lava e passa a roupa, mas o remanso gostoso tem ele do outro lado do rio, em Lisboa. "Acabei com a maluquice de andar com uma e com outra. Agora tenho esta senhora. E que não me venham dizer que, a partir de certa altura, o sexo não tem importância porque tem."
Uma vida sem uma dor de cabeça, sem uma falha no item que lhe interessa, foi posta em causa há três anos. Um electrocardiograma lembrou-o de que o tempo passa, que já não é o campeão dos anos 50, que o que nunca falhou pode quebrar um dia.
"Talvez o repouso ajude a que nunca tenha ficado mal mas sei que isto não é eterno. Se algum dia chegar tenho um desgosto. Mas espero que isto esteja bem mais uns bons anos."

MARIA ARMINDA GUERREIRO teve cinco filhos de um marido que ia e vinha e, quando vinha, era só para a deixar mais mãe. "A minha tia dizia: 'os vossos encontros são só para arranjar bebés. Eu respondia: 'que é que vou fazer?! ‘ É o meu dever de mulher e de mãe."
Maria Arminda tem 88 anos, é angolana, veio para Portugal depois do 25 de Abril. Nos seus olhos, a saudade de Sá da Bandeira onde casou virgem com Zé Rufino.
A vida entre os lençóis foi tapada por uma existência sofrida, ele gostava de bebida e liberdade e ela de carinho. "À maneira dele, acho que gostava de mim mas só para arranjar filhos?! Não senhor, os filhos precisam de comer, de vestir e o carinho para eles, para mim?! É só na cama que a gente gosta da pessoa?!" Festas e beijos, Maria Arminda teve em dose curta e ressentia-se: "Eu devia gostar porque lhe dizia: 'os carinhos não são só quando estamos deitados."Na sua existência pendular, Zé Rufino acabou os dias na África do Sul e ela não voltou a casar.
Quis o destino que um dos filhos do casal saísse ao pai: o rapaz cortou o Atlântico para o Brasil e, durante quinze anos, ninguém soube dele. "Um dia, a minha nora disse-me que ia tratar da sua vida e eu respondi-lhe que me parecia muito bem. Casou com outro e é muito feliz a minha nora."
Maria Arminda esfrega o punho da sua bengala, como se este fosse mágico e pudesse o tempo voltar atrás. "Eu acho bonito, a história da minha nora. Às vezes, ainda digo: este calhava-me mas é só brincadeira. Agora é muito tarde. Ficava mal."
Existem, no entanto, alguns pequenos nadas: nas mulheres, devido à secura da vagina, a penetração é mais difícil; nos homens pode diminuir o tempo de erecção. Depois de uma sexualidade mais activa, a terceira idade é uma fase de adaptação, mas nenhum dos factores é suficiente para alterar o prazer sexual.
Na terceira idade, como em qualquer outra idade, a actividade sexual é uma demonstração de boa saúde, física e mental.

Os tabus sempre andaram associados à sexualidade. As conversas sobre sexo alimentaram-se sempre de secretismo, terreno fértil para a propagação de conceitos errados. Para um pai ou uma mãe, é um sobressalto quando os filhos pequenos fazem as primeiras perguntas. Faltam sempre as palavras, por mais esclarecidos que sejam. Em relação à terceira idade assim acontece também.
E provavelmente muitos idosos têm dúvidas que, por pudor, vão ficando por esclarecer.
P.M.G.

sexta-feira, setembro 22, 2006

sexta-feira, setembro 15, 2006

GRANDE DESTAQUE: JORNADAS DE REABILITAÇÃO

Dia 11 e 12 de Outubro terá lugar na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu, as "I Congresso - Reabilitar para a Vida", organizadas pelo 1º CPLEER (Curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Reabilitação) da Escola Superior de Saúde de Viseu.

Chamamos a atenção para a pertinência dos temas e para o actual momento da Reabilitação no nosso país e da Enfermagem em particular.

Ao mesmo tempo há espaço para o diálogo e comunicação de investigações deveras interessantes e inovadoras na realidade da Reabilitação não só em Portugal mas também no Mundo.

As várias abordagens e realidades profissionais serão alvo de discussão e de uma esclarecedora explanação.

Ao mesmo tempo funcionarão vários e inovadores Workshops, cuja inscrição é gratuita.

O site desta Conferência é:

http://cpleer.no.sapo.pt/

Increvam-se e divulguem!

sexta-feira, setembro 08, 2006

DEFINIÇÃO DE AVÓ


Vejam este artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal Cartaxo a propósito do dia dos avós.
Uma delícia!


"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.


As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.


Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas.

Nunca dizem "Despacha-te!"

Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.

Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.

As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.

Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.

As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo.

Não são tão fracas como dizem, apesar de morreram mais vezes do que nós.

Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, principalmente se não tiver televisão".
Mais palavras para quê?...

quarta-feira, agosto 30, 2006

DE VOLTA À LUTA!... (Um desafo!)

Depois deste período de merecidas férias (digo eu!), que como todas quando começamos a aproveitar estão as mesmas a terminar, dou por mim a pensar nos tempos e nos grandes objectivos em que profissionalmente "investi" (este termo é muito pertinente), para este ano de 2006. E num rasgo de lucidez (que são raros) uma dúvida me surge logo de seguida:

- "como é que me fui meter nisto?... "

No entanto, devo confessar que rapidamente recorri a todos os meus "mecanismos de coping", ou em bom português ao célebre "desenrascanço" e com a mesma lucidez atrás descrita digo confiantemente, em voz alta para mim próprio, para não ter dúvidas:

- "não há-de ser nada! Se os outros conseguem eu também não sou inferior a eles!"

E sigo alegremente, adiando mais alguns dias, como se ainda estivesse em pleno período de férias, aquilo que urge fazer e que me vai exigir mais alguns cabelos brancos e noites a rogar pragas pelo facto de ter deixado tanta coisa para tão pouco tempo...

Enfim, não tenho emenda!...

A vida e a carreira são caminhos que são simultâneamente paralelos e perpendiculares, onde tudo o que se pretende atingir ou exigir, envolve e interfere inevitavelmente num ou noutro campo.
Todos somos chamados em várias ocasiões da nossa vida, pessoal ou profissional a tomar decisões e uma coisa é certa, todas requerem consciência, discernimento e coerência na sua tomada, eu sei por onde escolhi ir, no entanto e depois deste tempo dedicado mais à minha vida pessoal e à família, dei por mim neste regresso "à luta" a pensar naquilo que deixamos de ter e de usufruir, pelo investimento na carreira e muitas vezes na incerteza de um futuro melhor!

Desculpem este desafo, mas ou estou a ficar "velho" ou então, deve ser falta de férias!...

P.M.G.

quarta-feira, julho 26, 2006

DIAS DOS AVÓS ou DIA DO IDOSO ?...

De alguns anos a esta parte, o "Dia dos Avós" passou a ter um protagonismo que se bem que ainda não tem o mesmo mediatismo que o "Dia da Mãe", o "Dia do Pai", o "Dia da Mulher", o "Dia da Criança" e outros, mas tem começado a pouco e pouco a despertar a consciência das pessoas para a importância e a premência de dar ao idoso, sim porque o ser avó ou avô está indelevelmente ligado ao ciclo de vida situado na 3ª idade, o destaque devido.
Deste modo e porque, como revelaram os últimos Censos de 2001, a percentagem de população idosa ultrapassou, pela primeira vez, a população situada na faixa etária abaixo dos 65 anos, por isso é permente reformularmos o nosso conceito de avós, de idoso e de uma vez por todas colocá-los no lugar de destaque que lhe é devido e que merecem por mérito próprio.
A Enfermagem como uma profissão que tem como objecto de trabalho a - pessoa humana - qualquer que seja a fase do cilo de vida em que esta se situa, não pode ficar indeferente à importância do seu papel na intervenção e nos cuidados a desenvolver junto deste grupo populacional.
O facto de se viver mais anos, não é um problema, antes uma conquista histórica e não tirar partido desta seria uma enorme perda para todos.
A sociedade civil e política vê-se assim obrigada a repensar o papel do Idoso, de uma forma positiva, com um papel activo e como um cidadão a quem é necessário garantir a plenitude dos seus direitos e assegurar dignidade e qualidade de vida.
Para isso, todos somos chamados a contribuir por forma a garantir a qualidade de vida a que todos aspiramos com o envelhecimento.
O facto de ter mais idade, de ser ou não avô, ou avó, não deve implicar a demissão da vida e o começo da morte. Bem longe disso, deve significar a mudança de actividades, a preparação no sentido de aceitar que as actividades serão diferentes e, de maneira alguma, aceitar a ideia de não ter actividade, ou de dar contributos à sociedade.
Não podemos negar certo avanço, na forma como os idosos e a Geriatria e Gerontologia se tem vindo a afirmar no nosso país, mas no entanto ainda nos situamos longe da realidade dos países Europeus mais desenvolvidos, da América do Norte e mesmo de alguns países da América Latina.
Por isso, é necessário e possível, é permente dignificar cada vez mais o papel dos AVÓS e do IDOSO, tal como preconiza a nossa Constituição.
Assim o saibamos contruir e merecer, pois "velho, ninguém quer ser, mas todos lá queremos chegar"!
P.M.G.

sexta-feira, julho 14, 2006

Raios de Luz

Pouco mais de dois meses passados desde o lançamento deste espaço, parece-me pertinente fazer uma reflexão sobre o mesmo, assim como reforçar alguns pontos que estiveram na sua génese!
Este tem sido um espaço onde passam diariamente algumas dezenas de visitantes e onde existe um local para deixar comentários e/ou sugestões, sobre os quais não é exercido qualquer tipo de moderação ou "censura". É por isso um local onde "a Profissão de Enfermagem, a Saúde e os seus protagonistas" podem e devem expôr, criticar, fomentar a troca de experiências e vivências nos seus mais diversos pontos de vista (do prestador de cuidados, do receptor dos mesmos, do observador, ou mesmo, do financiador/contribuinte ).
Por isso reforço uma vez mais que, a participação activa de todos aqueles que quiserem deixar a sua opinião, ou uma reflexão mais profunda, o podem fazer nos espaços reservados aos comentários, ou então enviando os seus textos para enfermagem21@gmail.com.

Todos somos responsáveis pelo caminho a percorrer e por tudo o que quisermos que seja a nossa profissão e por aqueles que são o nosso objecto de trabalho - os doentes.
Este blogue pretende deste modo, ser mais um raio que possa iluminar a Enfermagem no trilho de um caminho seguro que desejamos e que por direito devemos exigir, sem falsas modéstias, para este século XXI e não pretende ser mais um espaço que a vise "fulminar" ou desviar ao sabor de interesses individuais.
Vamos iluminar e fazer esse caminho!...

segunda-feira, junho 19, 2006