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quinta-feira, maio 29, 2008

Portugal terá mais um milhão de idosos dentro de 40 anos


Pedro Araújo *

O número de idosos (mais de 65 anos) atingirá a marca de 2,95 milhões em 2050, mais um milhão do que em 2005 (1,78 milhão) e 2006 (1,82 milhão), de acordo com as projecções do Instituto Nacional de Estatística (INE). Em 2046, haverá 238 idosos por cada 100 jovens, o dobro dos valores actuais (112 para 100), facto que leva especialistas a considerar que as escolas devem preparar os mais novos para a sua própria velhice.


Ainda segundo as projecções do INE, em 2046 a proporção de população jovem reduzir-se-á 13% e a população idosa aumentará dos actuais 17,2% para 31%.

Neste cenário, agravar-se-á o processo de envelhecimento da população portuguesa expresso no índice de envelhecimento, que é hoje de 112 idosos por cada 100 jovens e em 2046 será de 238 pessoas com mais de 65 anos por cada 100 até aos 14 anos.

Aulas de gerontologia

Perante estas projecções, uma docente e investigadora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa (ISCSP/UTL) defende que as escolas deviam dar aulas de gerontologia (estudo do envelhecimento) aos jovens para lhes explicar que "ser idoso não tem de ser um fardo" e educá-los para uma velhice activa.

Num país em que a esperança de vida à nascença e aos 65 anos é cada vez maior, os mais velhos são considerados "um fardo e um custo em toda a ordem em termos de equipamentos sociais e dos hospitais", considera Stella António.

"O Envelhecimento e Políticas Sociais" e a "Solidariedade Geracional e Sustentabilidade da Segurança Social" são alguns dos temas que vão estar hoje em debate na "Conferência Demografia e Políticas Sociais", organizada pelo Centro de Administração e Políticas Sociais do ISCSP/UTL e Associação Portuguesa de Demografia (APD).

Os dados mais recentes do INE, relativos a 2006, indicam que o Alentejo é a região do país mais envelhecida, com 102.042 jovens (até aos 14 anos) contra 175.061 idosos (22,9% do total da população).

No lado oposto estão as regiões autónomas, onde há mais jovens que idosos nos Açores existem 46.904 jovens e 30.198 idosos (12,4% da população) e na Madeira há 44.283 crianças até aos 14 anos e 32.274 pessoas com mais de 65 anos, que perfazem 13,1% do total da população madeirense.

Stella António explicou que a causa principal do envelhecimento não é tanto o aumento da esperança média de vida, mas sim a quebra da natalidade "Se tivéssemos muitas crianças a nascer, compensava os nossos idosos", justificou.

"Nós não estamos a arranjar respostas positivas para estes idosos", frisou, defendendo que é preciso "pensar e educar para a idade da reforma".

"A idade da reforma tem de ser pensada hoje", advertiu, sublinhando que as pessoas têm de começar a pensar que "o velho que eu serei amanhã terei de começar a pensá-lo hoje".

* Lusa


Porque "Velho ninguém, quer ser, mas todos lá querem chegar", numa sociedade que previligia o prolongamento da "juventude eterna", notícias como esta e outras que veem nesta mesma linha ao longo dos últimos anos procuram alertar, sensibilizar, modificar hábitos e preconceitos relacionados com a velhice, por forma a que nos possamos preparar e preparar os nossos jovens, no sentido dos nossos idosos serem melhor cuidados, tratados e respeitados, do que hoje em dia.

Deste modo, os profissionais de saúde, nos quais a Enfermagem tem um papel fundamental e insubstituível, deverão estar atentos a estes sinais e a novas oportunidades, para que possam ter uma palavra a dizer e uma actuação ainda mais forte (até porque hoje isso já acontece nas sessões de Educação para a Saúde aos Idosos nos Centros de Saúde) na formação e na sensibilização daqueles que de nós irão cuidar no futuro.


É preciso não ignorar e não nos alhearmos dos sinais que vão sendo dados!

Enfermagem XXI

domingo, maio 11, 2008

Enfermagem XXI - 2 anos!

Dois anos após o início desta caminhada, e de algumas dezenas de post, centenas de comentários e milhares de visitas, o Enfermagem XXI procura manter-se na linha que foi traçada no dia 12 de maio de 2006:


- de ser um "Um espaço dedicado à Enfermagem do Século XXI, à Saúde e também aos seus protagonistas!"!

Dois anos depois verifico que a linha traçada está a ser cumprida, mas o que verifico com mais satisfação ainda é, que os blogues de Enfermagem (nos quais nos incluimos) são hoje uma referência para os profissionais e alunos de Enfermagem e não só, e que se tornaram espaços de passagem obrigatória, de referência para aqueles que longe dos centros e dos locais de decisão da nossa profissão, procuram e vêm em nós o local ideal para projectar, discutir e falar de... Enfermagem!

Ainda hoje recebi um email, de um colega e grande amigo do I CPLEER de Viseu, com referência a uma reportagem pedida por um outro blog,companheiro destas lutas (Cogitare em Saúde) e do Fórum Enfermagem, ao Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, e aos outros dois sindicatos de Enfermagem (Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem e Sindicato dos Enfermeiros), que é revelador da importância, da visibilidade e da qualidade de Opinion Makers em Enfermagem, que muitos destes espaços de discussão e opinião se têm paulatinamente tornado!

E desculpem-me a imodéstia, o Enfermagem XXI também contribuiu para esta nova realidade e pretende continuar a contribuir para que se fale cada vez mais de Enfermagem e que se discuta o seu passado, o presente, mas sobretudo o futuro de uma das mais importantes profissões da Saúde!

Obrigado a todos pela presença mais ou menos assídua neste espaço, e desculpem não conseguir tão assiduamente actualizar os meus posts, como eu gostaria.

Cumprimentos, obrigado pela visita e voltem sempre!



ENFERMAGEM XXI

quarta-feira, abril 09, 2008

Na hora...

Já estão a ver o que é que nos espera?!?...

É só para nos irmos preparando para o que aí vem...

Leiam:



"Função Pública:Funcionários que passem de regimes especiais para carreiras gerais não perdem benefícios - Secretário Estado


09 de Abril de 2008, 14:34


Lisboa, 09 Abr (Lusa) - O secretário de Estado da Administração Pública garantiu hoje que os funcionários que passarem dos regimes especiais para as três carreiras gerais, mudança proposta no âmbito da reforma do sector, não vão perder benefícios.
João Figueiredo falava aos jornalistas no final das reniões que manteve com a Frente Comum e com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), inseridas na negociação para a reestruturação das carreiras e tabela remuneratória da Função Pública.
O governante explicou que a fusão de quase 1.500 carreiras em três justifica-se com o facto de terem "conteúdos funcionais e uma estrutura remuneratória idênticos" às condições existentes nas carreiras gerais.
Os sindicatos mostram dúvidas, com a Frente Comum preocupada com o possível desaparecimento de carreiras históricas da Função Pública devido à transicção para o regime geral, e o STE a defender que os trabalhadores que mudem para as carreiras gerais "vão ter um abaixamento de remunerações face à sua expectativa" de futuro.


EA/AL


Lusa

sábado, março 22, 2008

Páscoa Feliz!

Para todos:


domingo, março 16, 2008

SIDA: Lares apoiados pelo Estado rejeitam idosos


O Instituto da Segurança Social confirma à TSF que há lares apoiados pelo Estado a rejeitarem idosos doentes com Sida.

Uma realidade nova que é considerada uma excepção.
TSF Online ( 12:08 / 16 de Março 08 )



"Alguns lares apoiados pelo Estado estão a rejeitar idosos infectados com HIV. No ano passado o Instituto da Segurança Social recebeu três queixas de discriminação. O presidente deste organismo, Edmundo Martinho, garante que são casos isolados, mas que configuram uma nova realidade. Para este responsável a situação deve obrigar «familiares, técnicos e profissionais das instituições» a tentar evitar a tudo o custo «comportamentos deste tipo absolutamente lesivos para os cidadãos». Edmundo Martinho diz ainda que está a decorrer um processo de averiguações, salientando que estão a ser «avaliadas as circunstâncias em que estes casos estão a acontecer» e lança um apelo de vigilância a todos os portugueses. De acordo com a Agência Lusa, numa das situações em causa um médico terá quebrado o sigilo profissional, tendo divulgado a situação clínica do doente aos responsáveis do lar. Num outro caso o lar recuou na decisão e admitiu o idoso com Sida.

O presidente do Instituto da Segurança Social afirma que podem surgir consequências extremas para os lares que façam discriminação. «É preciso encontrar uma solução que salvaguarde o interesse público de apoio a todos os cidadãos e os direitos de cada uma das pessoas», adianta. Edmundo Martinho admite que todos os «cenários são possíveis» para punir os lares que façam discriminação até a quebra do contrato com o Estado, que apoia financeiramente as instituições, embora considere prematuro estar a equacionar esta situação.

De acordo com o Instituto Ricardo Jorge, estão notificadas no país 2.411 pessoas seropositivas com mais de 55 anos. Nos últimos tempos, tem aumentado exponencialmente o número de novos casos de infecção na população mais velha. Se nos anos 80 raramente surgiam mais de dez novos casos de seropositivos por ano, na década de 90 já rondavam os cem e actualmente chegam a ultrapassar os 200."


Para reflectir!...

sábado, março 08, 2008

Dia da Mulher

...to O.D.!

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Enfermagem e Psicologia recordistas no desemprego

Mais uma confirmação daquilo que já todos sabemos e sentimos!...

E agora...

Venham de lá mais rácios?...





"O curso de Enfermagem do Instituto Superior de Saúde do Alto Ave é o curso que, proporcionalmente, mais diplomados envia para os centros de emprego (74%). Um estudo hoje divulgado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior revela os dados de empregabilidade dos cursos do superior.


Em percentagem, o curso de Enfermagem do Instituto Superior de Saúde do Alto Ave é o recordista na colocação de diplomados no desemprego.
Em Dezembro de 2007, segundo o MCTES, 74% dos finalistas do curso estavam inscritos em centros de emprego. Logo de seguida surge a licenciatura de Filosofia da Universidade de Coimbra, com 68% dos diplomados no desemprego, e o curso de Engenharia Química do Politécnico de Bragança, com 63% dos finalistas desempregados.
Em números absolutos, o recordista é, porém, o curso de Psicologia Aplicada do ISPA, com 204 diplomados inscritos em centros de emprego. Outro dado a reter a superioridade relativa do ensino superior privado na colocação de diplomados no mercado de trabalho.
Enquanto que dos 283.400 licenciados e bacharéis que saíram das academias públicas entre 1996 e 2007, 6,2% (17.500) não têm emprego. No ensino privado, a percentagem de desempregados baixa para 5,5% (cerca de 9150 em 165.500).Na apresentação do estudo, Mariano Gago reforçou a hipótese da remodelação cursos com baixos índices de empregabilidade .
«Se se verificar que existem determinados cursos que, de forma persistente, são contribuintes sistemáticos para as inscrições no centro de emprego, tem de se reorganizar a situação», afirmou o ministro do Ensino Superior. O estudo está integralmente disponível em:"

Parece que não é apenas pessimismo nosso...

Este texto que a seguir transcrevo, faz-me(nos) pensar para onde é que caminha este país e da imperiosa necessidade de "parar para pensar"!...

Será uma obrigação de todos nós mas, sobretudo daqueles que decidem e administram o dia-a-dia de milhões de portugueses, o de não ignorar a crise de valores, da comunicação social, e da justiça, da criminalidade, da insegurança e dos exageros cometidos pelo Estado...

Na saúde e sobretudo na nossa profissão (Enfermagem), o momento actual na minha opinião, também não é nada diferente...


Leiam, se puderem!


"Sedes alerta para crise social de contornos difíceis de prever

Sente-se em Portugal "um mal-estar difuso", que "alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional". Este é um dos muitos alertas lançados pela Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (Sedes), noticia o "Público".
Este mal-estar e a "degradação da confiança, a espiral descendente em que o regime parece ter mergulhado, têm como consequência inevitável o seu bloqueamento". E se essa espiral descendente continuar, "emergirá, mais cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever".
Este é um dos muitos alertas lançados pela Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (Sedes) - uma das mais antigas e conceituadas associações cívicas portuguesas -, num documento ontem concluído e dirigido ao país.
Esta tomada de posição é uma reflexão sobre o momento que Portugal vive, com a associação a manifestar o seu dever de ética e responsabilidade para intervir e chamar a atenção "para os sinais de degradação da qualidade de vida cívica". Principais visados: o Estado, em geral, e os partidos políticos, em particular.
E para este "difuso mal-estar", frase que é o pilar de todo o documento, a Sedes centra-se em algumas questões: degradação da confiança no sistema político; sinais de crise nos valores, comunicação social e justiça; criminalidade, insegurança e os exageros cometidos pelo Estado.
O acentuar da "degradação da confiança dos cidadãos nos representantes partidários" de todo o espectro político é o primeiro alerta da associação. E, aqui, os relatores do documento não têm dúvidas sobre a crise que surgirá caso não seja evitado o eventual fracasso da democracia representativa: "criará um vácuo propício ao acirrar das emoções mais primárias em detrimento da razão e à consequente emergência de derivas populistas, caciquistas, personalistas".


Fonte: Jornal de Negócios Online

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Só (para) rir!...

sábado, dezembro 22, 2007

Um conto de Natal


Descobri este pequeno excerto de uma história de Natal, que partilho com todos os que passam por este espaço!

Julgo valer a pena ler este "Natal" de Miguel Torga:

(excerto)


"Entrou no alpendre, encostou o pau à parede, arreou o alforge, sacudiu-se, e só então reparou que a porta da capela estava apenas encostada. Ou fora esquecimento ou alguma alma pecadora forçara a fechadura.

Vá lá! Do mal o menos. Em caso de necessidade, podia entrar e abrigar-se dentro. Assunto a resolver na ocasião devida... Para já, a fogueira que ia fazer tinha de ser cá fora. O diabo era arranjar lenha.

Saiu, apanhou um braçado de urgueiras, voltou, e tentou acendê-las. Mas estavam verdes e húmidas, e o lume, depois dum clarão animador, apagou-se. Recomeçou três vezes, e três vezes o mesmo insucesso. Mau! Gastar os fósforos todos, é que não.

Num começo de angústia, porque o ar da montanha tolhia e começava a escurecer, lembrou-se de ir à sacristia ver se encontrava um bocado de papel.

Descobriu, realmente, um jornal a forrar um gavetão, e já mais sossegado, e também agradecido ao Céu por aquela ajuda, olhou o altar.
Quase invisível na penumbra, com o divino filho ao colo, a Mãe de Deus parecia sorrir-lhe.

- Boas festas! - desejou-lhe então, a sorrir também.

Contente daquela palavra que lhe saíra da boca sem saber como, voltou-se e deu com o andor da procissão arrumado a um canto. E teve outra ideia.

Era um abuso, evidentemente, mas paciência. Lá morrer de frio, isso vírgula! Ia escavacar o arcanho. Olarila! Na altura da romaria que arranjassem um novo.

Daí a pouco, envolvido pela negrura da noite, o coberto, não desfazendo, desafiava qualquer lareira afortunada. A madeira seca do palanquim ardia que regalava; só de se cheirar o naco de presunto que recebera em Carvas crescia água na boca; que mais faltava?

Enxuto e quente, o Garrinchas dispôs-se então a cear. Tirou a navalha do bolso, cortou um pedaço de broa e uma fatia de febra, e sentou-se. Mas antes da primeira bocada a alma deu-lhe um rebate e, por descargo de consciência, ergueu-se e chegou-se à entrada da capela. O clarão do lume batia em cheio na talha dourada e enchia depois a casa toda.

- É servida?

A Santa pareceu sorrir-lhe outra vez, e o menino também.

E o Garrinchas, diante daquele acolhimento cada vez mais cordial, não esteve com meias medidas: entrou, dirigiu-se ao altar, pegou na imagem e trouxe-a para junto da fogueira.

- Consoamos aqui os três - disse, com a pureza e a ironia dum patriarca. - A Senhora faz de quem é; o pequeno a mesma coisa; e eu, embora indigno, faço de S. José"


Feliz Natal!

terça-feira, dezembro 18, 2007

Estas eleições ainda vão fazer correr muita tinta!...


Recolhi há momentos no Público online:

"Resultados da votação ainda não foram divulgados
Candidatos à Ordem dos Enfermeiros prometem impugnar eleições
18.12.2007 - 20h38 Margarida Gomes

Dois dos candidatos que disputaram, na semana passada, as eleições para os órgãos sociais da Ordem dos Enfermeiros (OE) vão impugnar o acto eleitoral por, alegadamente, existirem “irregularidades”, sustentando que o processo “está controlado exclusivamente pela candidatura afecta à actual bastonária [Maria Augusta Sousa]”.

”O processo está armadilhado desde o início e agora entrou em roda livre, ou seja, já ninguém controla a situação e por isso é que os resultados não são divulgados”, acusa José Azevedo, em declarações ao PÚBLICO, garantindo que, independentemente do resultado, irá impugnar as eleições.

“Mesmo que vença as eleições vou impugná-las, porque não quero ficar associado a um processo que em nada dignifica a classe dos enfermeiros. Eles merecem que as eleições para os órgãos que os reapresentam sejam feitas com lisura e democraticidade e nem uma coisa nem outra foram garantidas neste caso”, insurge-se José Azevedo.

Ambos os candidatos denunciaram ontem “a existência de um conjunto de “irregularidades, desde de terem sido colocados votos nas urnas que depois não têm correspondência nos cadernos eleitorais, pessoas que não conseguiram exercer o direito de voto, como aconteceu, por exemplo, em Coimbra, à falta de um regulamento eleitoral específico”. “Todo este processo está gatado”, insiste o candidato.

Mais reservado, Carlos Folgado, que viu o seu processo rejeitado num primeiro momento pela comissão eleitoral pelo facto de a lista que apresentou para a mesa da assembleia geral e do conselho directivo nacional não reunir o termo de aceitação do cargo de todos aqueles que inclui na lista, afirma que está a reunir todos os factos que lhe têm chegado ao conhecimento e que indiciam que “o processo contém ilegalidades”. “O que está a acontecer não tem explicação. É um absurdo esta deslealdade, esta direcção está a tentar esconder algo que está na cara de toda a gente”, denuncia.

“Como é possível que os votos por correspondência não sejam escrutinados por elementos de todas as candidaturas?”, questiona Carlos Folgado, reclamando a impugnação das eleições. “Estou a reunir todas as informações de que disponho e amanhã denunciarei o que se está a passar”, promete.

Ao que o PÚBLICO apurou, os dois candidatos vão reunir-se amanhã à tarde no escritório do advogado de Carlos Folgado, em Lisboa, prevendo-se que no final do encontro possa sair uma posição conjunta que passará, segundo garantem, entre outras medidas pela impugnação do acto eleitoral para os órgãos sociais da Ordem dos Enfermeiros para o mandato 2008-2011.

As eleições para bastonário da OE realizaram-se na passada quinta-feira, mas os resultados ainda não foram divulgados. A Ordem colocou no seu site a informação de que “a divulgação dos resultados estava prevista para 17 de Dezembro, uma vez que os votos por correspondência foram recepcionados até ao dia 14. Contudo, por falta de apuramento numa das secções regionais, tal não aconteceu (...)”. A secção em causa é diz respeito à zona Sul e corresponde àquela que abrange o maior número de enfermeiros com capacidade de voto."


Parece que as mazelas deixadas por estas eleições e por um processo eleitoral atribulado, ainda estão para durar!...

segunda-feira, dezembro 17, 2007

A Enfermagem Portuguesa em debate no RCP

À espera da publicitação dos resultados das eleições para a Ordem dos Enfermeiros, deixamos aqui uma notícia e o link de uma entrevista ao Rádio Clube Português, retirada do site da Ordem dos Enfermeiros:

"O «Janela Aberta» da passada sexta-feira, 14 de Dezembro, Ana Sousa Dias, jornalista do Rádio Clube Português, entrevistou o Enf. Jacinto Oliveira, Vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros, o Enf. Pedro Pardal, da Unidade de Saúde Familiar Gama do Centro de Saúde de Torres Vedras, e a Enf.ª Ana Cristina Mesquita, enfermeira supervisora em ambiente hospitar.

Em debate esteve a Enfermagem em Portugal, sendo que as abordagens foram feitas do ponto de vista do regulador, de quem exerce nos Cuidados de Saúde Primários e de quem trabalha num hospital. O paradoxo entre carência de enfermeiros e desemprego, a proximidade com os utentes e o relacionamento entre médicos e enfermeiros foram alguns dos aspectos focados.

Para ouvir a entrevista por favor clique no link abaixo apresentado e faça download do ficheiro."

http://195.23.58.155:8080/streamradio/2007/12/WMS_RM_FILTER/19147582.mp3

terça-feira, setembro 18, 2007

Ser Português

Depois de algumas semanas de merecido descanso (digo eu!), há muitos assuntos a desenvolver nos próximos tempo neste espaço, mas porque gostaria de começar por um assunto que é do meu gosto pessoal (desporto), vou começar com um apelo ao sentimento patriótico e com uma homenagem a um conjunto de desportistas que me fazem sentir orgulho em ser Português, apesar de tudo...

Viva Portugal e os Portugueses que tem orgulho em o ser!

Por, Nuno Presa Cardoso
(Expresso):

Não me importo de não saber as regras.
Não me importo que joguem com as mãos.
Não me importo que a bola não seja uma bola.
Não me importo que os defesas ataquem e os atacantes defendam.
Não me importo que só passem para trás.
Não me importo que chutem sempre por cima da trave.
Não me importo que gritem ensaio e não golo.
Não me importo que agarrem os adversários. Não me importo que os façam cair nem que os pisem.
Não me importo que não discutam com o árbitro.
Não me importo que andem sempre no chão.
Não me importo que façam placagens baixas. Ou altas ou onde for.
Não me importo que usem plástico nos dentes e borracha na cabeça.
Não me importo que sejam quinze.
Não me importo que usem aqueles calções.
Não me importo que andem ao colo uns dos outros.
Não me importo que precisem de pilares.
Não me importo que tenham nomes como talonador.
Não me importo que se juntem todos para fazer uma mellée.
Não me importo que os avançados venham aos packs.
Não me importo que chutar a bola para fora possa ser uma jogada brilhante.
Não me importo que o árbitro fale muito. Não me importo que haja um vídeo-árbitro.
Não me importo de nunca ter ouvido falar em ruck ou em maul.
Não me importo que as equipas tenham asas.
Não me importo que haja um médio de formação com elevada formação, ou que o médio de abertura sirva para fechar.
Não me importo que depois de um ensaio ainda castiguem o adversário com um penalty.
Não me importo que não digam banalidades. Não me importo que não apareçam na primeira página.
Não me importo que não haja um figo porque há três uvas.
Não me importo que tenham perdido com a Escócia e muito menos me importo que percam com a Nova Zelândia.
Nada disto me importa.
Quando me voltarem a perguntar o que é ser português já tenho um vídeo para mostrar. Obrigado.

sexta-feira, julho 20, 2007

CMRRC - Rovisco Pais

Da imprensa de hoje, JN:


"Os deficientes motores internados no Hospital Rovisco Pais (HRP), na Tocha, vão usufruir de carros eléctricos que dispensam condutor para deslocações entre os pavilhões da instituição. O projecto é inédito e está a ser desenvolvido na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e no Instituto Pedro Nunes. A sua pertinência decorre da distância que separa os pavilhões do HRP, que tem 144 hectares, e o tipo de doentes internados pessoas com défices extremos de locomoção, como paraplégicos, que percorrem quilómetro e meio entre os edifícios onde dormem e onde fazem reabilitação física.Actualmente, as deslocações fazem-se numa "carrinha que exige motorista e é pouco ecológica é cara!", resume o director hospitalar Fernando Martins, ressalvando o caso dos paraplégicos que fazem, com bom tempo, o caminho de cadeira de rodas. Com os carros "inteligentes" - a direcção e velocidade são determinadas por informação transmitida magneticamente por um cabo disposto ao longo do caminho -, o HRP oferecerá mais autonomia aos doentes. Bastar-lhes-á carregar no botão de um PDA, para chamar o carro, entrar e carregar em novo botão, correspondente ao destino. Os tetraplégicos poderão não dispensar o acompanhamento de um auxiliar, embora o líder do projecto, Jorge Dias, preveja que o carro também obedeça a comando de voz.Ainda não há data para a inauguração deste transporte, mas é prometido empenhamento. "Temos um grande problema de mobilidade, pelo que, quanto mais rápido o resolvermos, melhor", diz Martins. O HRP aguarda a importação de carros, com lotação até oito cadeiras, e a posterior instalação da tecnologia que está a ser desenvolvida pelos investigadores Jorge Dias, António Cunha, Hugo Freitas e Pedro Serra.A novidade do projecto é o uso de veículos sem condutor com pessoas (já são usadas na indústria com mercadorias) e em contexto hospitalar. A Holanda está a desenvolver uma experiência com transporte de pessoas, na cidade de Roterdão, mas foi suspensa, por problemas técnicos."É um bom projecto!" Em 2005, Marco Marques, 33 anos, caiu de um pinheiro e ficou paraplégico. Vai no terceiro internamento no Hospital Rovisco Pais, concelho de Cantanhede, e já dá uns passos, com canadianas. Mas é em cadeira de rodas que faz viagens diárias de um quilómetro e meio, entre os pavilhões onde tem cama e mesa e onde faz reabilitação física. Ontem, ao fim de dez minutos de conversa com jornalistas, inclinou-se para a frente, mirou um carro em testes, recostou-se novamente na cadeira de rodas, e deu a sentença "Não, isto é um bom projecto!". E manteve a opinião, sem queixas, no regresso da viagem experimental. Revelou-se menos exigente do que o outro paraplégico que experimentou o carro. Não admira: Nelson Oliveira, que tem 31 anos e sofreu um grave acidente de moto, é engenheiro mecânico. Achou o carro "bastante funcional", mas disse que "tem um arranque violento [a velocidade máxima é 10 km/hora] e é muito instável para uma pessoa com uma lesão medular mais alta". Líder do projecto científico, Jorge Dias respondeu que o arranque é afinável e a instabilidade deve-se ao desgaste das suspensões do veículo, em testes diversos há anos. Mas, frisou, "este tipo de críticas é mais que bem vindo". "A engenharia em Portugal peca muito por falta de atitude crítica dos consumidores", observou."


Nelson Morais

quinta-feira, julho 19, 2007

Singela homenagem a um grande músico

A simplicidade de um abraço!
Pelos braços mais famosos da música portuguesa. Encosta-te a mim é um ponto de encontro da música.
Aqui faz-se história e é neste encontro que
a mesma promete continuar com grande força.
Desde Lena D'agua a David Fonseca, os artistas nacionais unem-se, não por uma causa, mas por um laço comum.
Enfim uma fotografia de grupo, tirada por Jorge Palma.

Para mim a música portuguesa que mais me agradou desde há muitos anos...

Parabéns, Jorge Palma.




Deixo aqui também a letra irrepreensível:



Encosta-te a mim,

nós já vivemos cem mil anos

encosta-te a mim,

talvez eu esteja a exagerar

encosta-te a mim,

dá cabo dos teus desenganos

não queiras ver quem eu não sou,

deixa-me chegar.

Chegado da guerra,

fiz tudo p'ra sobreviver em nome da terra,

no fundo p'ra te merecer

recebe-me bem,

não desencantes os meus passos

faz de mim o teu herói,

não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,

estou a partilhar contigo

o que não vivi, hei-de inventar contigo

sei que não sei, às vezes entender o teu olhar

mas quero-te bem, encosta-te a mim.

Encosta-te a mim,

desatinamos tantas vezes

vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal

recebe esta pomba que não está armadilhada

foi comprada, foi roubada, seja como for.

Eu venho do nada porque arrasei o que não quis

em nome da estrada onde só quero ser feliz

enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada

vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi,

estou a partilhar contigo o que não vivi,

um dia hei-de inventar contigo

sei que não sei, às vezes entender o teu olhar

mas quero-te bem, encosta-te a mim.



Jorge Palma

quinta-feira, julho 05, 2007

Mais uma Vitória!


Hoje a um pequeno passo da concretização de um objectivo pessoal e profissional encontrei este poema de Fernaando Pessoa que representa na íntegra o meu sentimento actual. Partilho-o com todos os que fizeram comigo esta caminhada mas, especialmente à minha família.



“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.


É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.


Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta...


Pedras no caminho?


Guardo todas, um dia vou construir um castelo."


Fernando Pessoa

quarta-feira, julho 04, 2007

Um verdadeiro Lider!

Enviaram-me um email, que dá a imagem real de um verdadeiro Líder.
A história é esta:

_ Uma menina, de13 anos, ganhou um concurso e foi cantar o hino dos EUA num jogo da NBA.

Vinte mil pessoas no estádio, afinadíssima e tal, mas de repente as pernas tremem, ela engasga-se e esquece-se da letra!...

Que situação: 13 anos, sozinha diante de um estádio pronto a vaiá-la e pronto a dar uma gargalhada geral!...


De repente, Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers, aparece ao seu lado e começa a cantar, incentivando-a, e incentivando o público a cantar também.

O que é que é mais incrível nesta história...

só o técnico tomou a iniciativa de ir até lá e ajudar a jovem, enquanto os outros à volta dela, só observavam, fazendo um esforço para não se rirem...


É um exemplo de uma atitude de liderança e solidariedade na hora certa, o que faz toda a diferença na ajuda ao próximo e no "dar a volta" ao jogo
(e à vida) nas situações mais difíceis.

QUANTOS DE NÓS FARÍAMOS O MESMO QUE ELE?...



terça-feira, junho 19, 2007

Algo diferente!...

Também sou um daqueles pais que ficou fascinado por este Ogre Verde (apesar de não gostar nada desta cor!). Por isso apetece-me hoje partilhar convosco este pequeno vídeo de apresentação...


Em estreia dia 21 de Junho, em todos os cinemas. A não perder (clicar no título para ver a versão portuguesa do Site Oficial)!

Como dizia o outro:

Let´s look at a trailler!...


quarta-feira, junho 06, 2007

O debate na TSF de 22 de Maio

Finalmente posso deixar aqui o link que permite ouvir (clicar na imagem em baixo, para ouvir a emissão), na íntegra, o debate realizado no dia 22 de Maio na TSF com a presença da Bastonária da Ordem dos Enfermeiros a Enf.ª Maria Augusta Sousa, o Sr. Ministro da Saúde, Prof. Correia de Campos, o Dr. Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos, o Prof. António Arnault, ex-Ministro dos Assuntos Sociais e «pai» do SNS e o Dr. Paulo Mendo, ex-Ministro da Saúde (PSD).

sábado, junho 02, 2007

Da imprensa de hoje!


Não sei porquê, mas estes assuntos tocam-me muito profundamente e fazem-me pensar na importância da vida, da continuidade dos cuidados de saúde e acima de tudo, da necessidade de ser persistente e nunca deixar de acreditar!





Um ferroviário polaco que ficou em coma em 1988 devido a um acidente despertou ao fim de 19 anos, anunciou hoje a cadeia de televisão privada Polsat.
Vítima de um choque contra um vagão, Jan Grzebski desenvolveu um tumor cerebral, que lhe afectou os movimentos e a fala até o imobilizar completamente.
_Vi tudo, ouvi os médicos dizerem que eu teria um mês ou dois de vida mas não podia reagir, relatou à estação televisiva, acrescentando que deve a sua via à mulher, Gertruda:
_ Foi ela que cuidou sempre de mim, foi ela que me salvou a vida.
Pai de quatro filhos na altura do acidente, Grzebski tem hoje onze netos. Quando ficou em coma, a Polónia ainda era um país comunista mas hoje faz parte da União Europeia e da NATO.
_ O que hoje me espanta são estas pessoas todas que se passeiam a falar ao telemóvel e não páram de se queixar. Por mim, não tenho nada a lamentar, argumentou. "


Diário Digital / Lusa